A mundialização da crise

” A depressão alastrou dos Estados Unidos para os países industrializados espalhados pelo mundo. Na Grã-Bretanha, foi acrescentar-se à situação de depressão já existente, que se seguira à sobrevalorização da libra esterlina. Na Alemanha, aumentou a pressão sobre a estrutura política cada vez mais frágil da República de Weimar. Durante os primeiros anos da depressão, foi ainda exigido à Alemanha o pagamento de indemnizações, enquanto o país sofria os efeitos das políticas internas(…) “(1)

” Os países novos (Austrália, Canadá, Brasil, Argentina, e outros), cujas economias dependiam muito da exportação das matérias-primas e produtos agrícolas para o EUA e para a Europa, viram a sua situação agravar-se, quando estes reduziram drasticamente as suas importações devido às dificuldades económicas e financeiras. Daí a acumulação de stocks ou a sua destruição para tentar evitar a contínua descida dos preços.

Estes países fornecedores de matérias-primas deixaram de ter, por seu lado, capacidade finaceira para adquirir produtos industriais da Europa e dos EUA. O comércio mundial entrou, deste modo, numa fase de grande depressão.” (2)

(1) Kenneth Galbraith, Viagem Através da Economia do Nosso Tempo, Lx, Dom Quixote, 1995.

(2)VÁRIOS, Oficina da História 9, Lx, Texto Editores, 2004.

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